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sexta-feira, 15 de julho de 2016

Restaurando jaqueta jeans e outras coisas...

Tá na moda essa mistura: pegar uma jaqueta jeans e dar uma "requipimpada" nela, usando spikes, rendas...

Olha a nova jaqueta jeans da Lola:
 



Já foi um conjunto jeans - jaqueta com calça combinando, ambas com recortes de tecido com estampa de pele de tigre (que logo que herdei da minha irmã caçula - como contei nesta postagem AQUI - eu arranquei, pois não sou fã de estampa animal...). Usei até cansar, até ganhar filhos e quilos extras e acabar perdendo ela prá sempre (mas não consegui me desfazer dela, gostava tanto - sempre sonhava emagrecer prá usar novamente...).



Então as meninas cresceram e eu fiz ela ficar assim: arranquei as mangas, dei uma desfiada...



e incrementei com crochê - as meninas ficavam tão fofas com ela!!!

Daí o tempo passa, o crochê cansou, arranquei ele:


Peguei um metro de moletom grosso, 20 cm de malha sanfonada da mesma cor, alguns botões de martelar e...

Fiz um capuz bem básico (que a Lola adora capuz...) - você pode copiar de um capuz que você tenha em casa ou pegar molde na Marlene Mukai

duas mangas - pega o molde grátis também lá na Marlene...


Aí vem o pulo do gato: encompridar a jaquetinha, dando a falsa impressão de ser um colete jeans colocado sobre uma jaqueta de moletom... São quadrados e retângulos de moletom, estrategicamente posicionados embaixo do jeans...
Fiz um esquema no Paint, que é prá vocês entenderem melhor:

e ficou assim:

 


Como vocês podem ver, depois de colocar as duas tiras de abotoamento nas frentes da nova jaqueta, ela até se fecha, como uma jaqueta normal faria. Fica parecendo mesmo que tem um coletinho jeans aberto por cima de uma jaqueta de moletom, não fica? 

Infelizmente, na minha Lolinha - que é prá quem essa jaquetinha foi feita, não dá prá abotoar. Manequim 48 de busto, minha deusa linda de formas generosas... A jaquetinha era manequim 40 - não dá prá fazer milagres, esticando ela, não é mesmo?  

Ou, na verdade, quase dá - pois até parece milagre reaproveitar uma jaquetinha tão velha, não é mesmo?

Mas não fiz somente isto nestas duas semanas, espia só: lembra desta banquetinha de madeira que eu lixei e não sabia ainda como ia transformar (nesta postagem AQUI, na qual fiz meu primeiro maiô - já fiz um segundo, num outro molde, falta tempo e oportunidade de mostrar...) 


Pois então: fiz uma banqueta pro meu filhão usar com a mesinha que eu também reformei e que ficou assim:



Na banqueta eu fiz o seguinte: ela já estava lixada, então eu pintei de um tom de marrom meio acinzentado que eu mesma criei, misturando marrom café com um pouco de branco e de preto (prá parecer o tom do guarda roupa do moleque...):


"Mas que pintura manchada é essa aí, Dona Rosa?" Calma, eu explico: usei um pincel macio, com o marrom que eu criei, prá não marcar. Daí, com um pincel bem duro, velho e escangalhado, eu fiz uns veios negros imitando madeira, também parecendo com o guarda-roupa dele...

Daí eu acolchoei o banquinho - prá ele ficar macio pro garoto se sentar. Bumbum que mamãe beijou tanto quando trocava as fraldinhas merece se sentar em algo macio, não é mesmo? Então, aproveitando as rebarbinhas das calças de moletom que eu fiz prá eles (que acabaram me saindo por 13 reais cada uma, com elástico e tudo...) - algumas estão nestas fotos aqui:




Teve emendas, bolsos coloridos, mas são prá ficar em casa e são bem grossas, macias e quentinhas - bom demais, todo mundo adorou...

Voltando à banqueta, que havia ficado assim - só pintei as pernas:





Amontoei sobre a banqueta as tais rebarbinhas - como eu falei, são de moletom bem grosso e aflanelado, então dão um acolchoado bem macio e fofo: 


Cobri com um pedaço dobrado de manta acrílica:


Prendi a manta acrílica e as rebarbinhas na banqueta usando apenas um fio de linha...



Daí emborquei a banqueta no chão em cima de uma sobra de corino...


E foi só grampear, cortando as sobras.


Pronto! Banqueta pronta!



Posicionada na mesinha, que já foi de overloque, que tava enferrujada e descascada, que agora tá novinha e meu filhotinho adorou!



Também repintei a porta da copa - cuja moldura foi trocada, pois a antiga teve que sair, depois de ser toda arrebentada pelos ladrões da última vez que entraram aqui em casa... a moldura nova era mais clara que a porta, o Marildo comprou errado. Daí ele comprou este líquido aqui, prá eu escurecer a madeira:


Tem prá simular a cor do mogno, da cerejeira, do carvalho... Bom, prático, mas eu poderia ter escurecido a madeira usando um paninho embebido em álcool com pó de café ou chá preto - era como eu fazia antigamente, mas ele não gosta do cheirinho do café... Ô frescura!

Bom, então foi com esse líquido que eu fiz o que precisava ser feito, até acertar com a cor:


Não ficou linda?



Tem lugar que parece manchado, mas é que eu tirei essa foto com a tinta ainda molhada, tamanha a pressa...

E como nem tudo são alegrias, dei uma lascada na minha jarra de suco favorita: 


Dá prá ver melhor?



Só percebi quando ela começou a vazar suco de uva na toalha, na hora do almoço, manchando tudo - eu bem que pensei que ela tinha quebrado, quando escorregou da minha mão na hora de lavar a louça... Quando vi que não quebrou, fiquei feliz, depois fiquei triste, gostava tanto dela...

Comprei umas pedrinhas lindas numa lojinha na Penha, gastei só 2 reais com elas:



Coloquei elas dentro da jarra, um bocadinho de água, e dois galhinhos de jibóia:



Assim sendo, vamos ficar juntas por muito tempo ainda: agora ela fica parecendo um aquário de plantinha em cima do microondas...


Fiz uma camisetinha nova prás meninas, usando um retalhinho comprado por quilo - custou uns 5 reais... 


E enquanto meu quadro não fica pronto, comecei um novo projeto: reformar um trenzinho que fiz pro meu filho, quando ele era pequeno, usando lata de palmito, caixa de suco e caixa de leite de soja, pedaço de vidro de vinagre e outros lixos:


Tadinho... Tá tão velhinho! Já perdeu as rodas, já deu ferrugem na lata de palmito - mas meu filho se nega a jogar fora... Depois eu mostro como tá ficando... só posso adiantar que vai ganhar partes novas e vai ser vermelho.

Ufa! Dias tão curtos prá tanta coisa, vocês não concordam?! 

Até mais, que tô cheia de coisas prá fazer!!!

terça-feira, 28 de junho de 2016

Reformando cadeiras



É isso que nosso mundo é: um lugar onde a grande porcentagem dos habitantes descarta de qualquer jeito aquilo que não lhes agrada mais ou não tem mais serventia... 

Contando que não esteja visível aos olhos deles, não lhes incomode, tá tudo bem - é só deixar que o lixeiro leva pro mundo mágico do descarte. 

E assim vão se amontoando coisas que demoram séculos para se reintegrarem à natureza, emporcalhando a paisagem, ocupando espaços, poluindo...

Não eu.

Eu reciclo: separo papel, vidro, plástico, metal - e deixo nos dias certos, na minha porta, prá quem vai retornar aquela matéria prá produção de um montão de coisas úteis, enquanto ganha o sagrado pão de cada dia honestamente...

Agora vejam esta cadeira:

Temos duas delas aqui em casa, com aproximadamente cinco anos de uso. Usadas nos computadores, pelos meus filhos, cobertas com forros feitos por mim quando foram compradas, prá proteger e evitar que o corino rachasse - como dá prá se ver, não adiantou nada. Nunca foram usadas assim diretamente, sempre cobertas pelos forros - que já estavam até bem cansados, desbotados, mas inteiros - as cadeiras, ao contrário...


Petição de miséria - e essa é a melhorzinha. Agora com a reforma meu marido falou prá eu por as duas na rua, pro lixeiro levar...

Prá todo mundo aqui em casa, eram um caso perdido - mas as estruturas estavam intactas, sem ferrugem, sem desgaste... Somente a espuma (que era de péssima qualidade...) é que estava murchinha e o corino que foi prá casa de chapéu...

Esperei não ter ninguém em casa e reformei as duas (uma de manhã, outra de tarde) - no dia em que seriam jogadas na rua pro lixeiro levar, à noite, usando o meu mais novo e favorito brinquedo: o grampeador de tapeceiro!

E quatro travesseiros velhos - que eu escondo nos maleiros dos guarda-roupas quando todos pensam que eu joguei fora - velha lixarenta de primeira!

Desmontei as cadeiras - soltando os braços, o encosto se separa do assento...


Prendi com fita adesiva um dos travesseiros no assento, amoldando bem...

Daí emborquei o assento no chão em cima de um pedaço de jacar muito lindo que eu comprei na loja de tecidos ao lado do Shopping Penha...

E fui grampeando - o segredo é apertar bem o grampeador prá baixo, que assim quando você dispara o gatilho o grampo entra bem fundo.

Se eu tivesse um pedaço de tactel preto agora era hora de fazer um forrinho prá parte de baixo, prá esconder o tecido grampeado, mas como não tem e como ninguém vai se agachar no chão prá olhar ali, fica assim mesmo...

A foto ficou torta, mas dá prá ver que ficou mais confortável do que antes?

Agora o encosto da cadeira: prendi com fita adesiva o travesseiro ortopédico - melhor prás costas - que é o travesseiro que eu uso, pois só durmo com esse mais firminho, senão dá dor de cabeça...

Vou puxando o tecido e vou grampeando, fazendo as dobras prá arredondar os contornos - e dá-lhe grampo!

Cortando os excessos de pano depois de grampeados...

e fazendo sempre duas fileiras de grampos, que é prá não soltar quando a gente se senta na cadeira...

Daí eu cortei um retângulo do pano do tamanho das costas do encosto da cadeira...

E fui dobrando e grampeando, até ficar bem bonitinho e esticado...

e o encosto ficou assim, lisinho. Parece exageradamente gordo, mas é só ilusão da foto - ficou perfeito, vocês vão ver...

Daí desparafusei os descansos dos braços, todos rasgadinhos...

cortei 3 tiras de plumante do tamanho que eu queria, uma tira do tecido, posicionei tudo desse jeitinho e fui grampeando prá dentro, assim:


Então foi só parafusar a parte metálica do braço de volta no descanso.

Com a ajuda da ponta da tesoura eu cacei os buracos dos parafusos...


E montei a cadeira de novo, agora confortável e novinha em folha!


E a outra eu reformei usando retalhos de corino, comprados baratinho em tapeceiro - eram sobras. Não ficou nada que se diga: "Nossa! Dignas de se vender na Tok &  Stok!" mas é o seguinte: ficaram mais confortáveis do que quando vieram da loja (meus filhos sempre tiveram que usar futons prá sentarem mais confortáveis nelas...) e estão limpinhas. Iam pro lixo, enferrujar ao ar livre, emporcalhar o mundo - e não vão mais!

Agora parti prá reformar a mesinha - que era uma antiga mesa de overloque comprada num bazar de caridade a 30 reais, com os habituais furos - e eu descasquei a fórmica feia e velha usando faca de cozinha e paciência:



Tampei os buracos com papel machê que tenho guardado num saquinho na geladeira - uso prá consertar até buraco na parede, acredita?

O corpo metálico da mesa tava coberto de ferrugem...

Lixei e pintei de preto.

Os buracos ficaram ótimos - afinal, papel é madeira em outra forma, não é mesmo? Minha ideia era misturar serragem com cola e aplicar nos buracos, mas ninguém foi no marceneiro buscar serragem prá mim...

Só faltava terminar de descascar - essas partinhas aí são muito duras, alguém danou cola demais nelas... Meu filho chegou e terminou prá mim.

E é assim que eu fico: cheia de hematomas e pequenos cortes nas mãos e nos braços - que eu só reparo bem depois, pois na hora que eu tô mexendo nessas coisas eu me machuco e nem sinto. 

Outra noite meu filho teve um pesadelo e acordou todo preocupado comigo. Disse que sonhou que tinha uma coisa que eu queria consertar, mas que minhas mãos não cabiam dentro e então eu as cortei fora. Daí ele chegou, me encontrou sem as mãos e começou a chorar enquanto as costurava de volta nos meus punhos, e no sonho eu só dizia prá ele assim: "Mas filho, minhas mãos tavam me atrapalhando!"...



Meus filhos dizem que eu sou uma eterna fonte de preocupação prá eles, pois vivo com o bicho carpinteiro, não paro quieta, tô sempre me machucando... Mas eles bem que arregalaram os olhos de felicidade quando chegaram em casa e encontraram as cadeiras reformadas...

Bom, quando a mesa secou, colei um papel pardo no avesso dela, parte que vai ficar por baixo e ninguém vai ver, só prá escorar os meus remendos...

Depois eu mostro como a mesa ficou - ainda falta colar fórmica branquinha nova por cima e fita de fórmica na lateral da tampa dela...

Então, continuando: sábado fui no Bom Retiro com as meninas e comprei 210 reais em retalhos de moletom (aquela mochilinha de minion foi um dos meus presentes do Dia das Mães, onde guardo meus tricôs e crochês em andamento, meu ebook, meu creminho de mão - prá tudo ficar organizado e bem à mão. Meu marido diz que eu sou a única velha do mundo que tem malinha de minion...

Aí estão os retalhos de moletom...

e um pedacinho de viscolycra prá fazer uma blusinha florida prá mim...

E com os retalhos cortei 16 calças prá família - num custo de 13 reais por calça (bom demais, super quentinhas, de moletom grosso e flanelado...).



Agora presentes: Hoje de manhã o correio me trouxe dois presentinhos da amiga Marilda, do blog Mara - Crochê por amor...


Uma toalha Arco íris, que tem pap no blog dela (bem aqui) - olha só, Mara querida: já tá enfeitando a minha mesa!


E ela ainda me mandou essas pantufas de crochê super quentinhas!!! E nem é meu aniversário nem nada!!!

Daí olha só: eu tinha essas sapatinhas moleca bem velhinhas e cansadas, escondidas da minha família (que as queriam jogar fora, pois estavam bem roídas por dentro (embora o solado esteja em muito bom estado...)

Cortei fora a parte estragadinha (e o sapatinho de borracha cor de vinho que eu tô usando comprei lá na loja Fix 10 no Bom Retiro, a 10 reais o par - comprei 5 pares, são deliciosas e tem num montão de cores... Não machucam os pés e são lindas, parecem feitas de crochê...)

Calcei as pantufas que a Mara me deu, posicionei o pé no solado antigo e requenguela da minha sapatinha...

E fui costurando...

Costurando...

Fiz uma correntinha grossa de lã...

e costurei prá esconder a parte que ficou feia...


E agora posso usar as pantufas o tempo todo, sem medo de escorregar! Ah, eu tô subindo a barra da calça prá vocês poderem ver o detalhe lindo da dobradura da pantufa que a Mara me fez - não pensem que Dona Rosa anda caçando rãs em casa...



Mara querida, pensa só: toda vez que estiver fazendo frio, eu vou estar com os pézinhos bem quentinhos e confortáveis, graças a Você! Que Deus te abençoe pela bondade e pelo carinho...


Viram só quanta coisa a gente consegue fazer quando quer de verdade? Tá aí parada por quê mesmo? Se você olhar à sua volta, vai ver que tem um cantinho precisando de uma passadinha de tinta, uma porta que precisa de uma demão de verniz, uma cadeira que tá gritando prá ser reformada...

Quando a gente se ocupa, o tempo passa de forma mais prazerosa e, quando a gente voltar prá casa, o Pai do Céu não fica triste com a gente porque desperdiçamos os tesouros do tempo...